"Com as mãos calejadas pelo tempo e o coração cheio de orgulho, apresento-me: Fátima, artesã desde menina.
Cresci entre novelos de lã, agulhas e histórias passadas de geração em geração."
Fátima é artesã poveira desde menina.
Cresceu entre lã, agulhas e gestos repetidos que se aprendem com o tempo e com a vida.
Soma mais de cinco décadas dedicadas ao tricot artesanal poveiro, com um conhecimento profundo da técnica, dos símbolos e do rigor que este saber exige.
O seu trabalho reflete experiência, resiliência e uma relação íntima com o tempo — aquele que se vive e aquele que se cose ponto a ponto. É uma mulher que preserva, reinventa e transmite uma herança cultural portuguesa com orgulho e responsabilidade.
“A qualidade das matérias-primas é a base de tudo: fio especial — 100% lã natural portuguesa, aprimorada ao longo dos anos, sempre com foco no conforto, na resistência e no toque acolhedor que só o verdadeiro artesanato consegue oferecer.
Os bordados são feitos ponto a ponto, com a paciência e o rigor que só os anos ensinam. Cada ponto tem intenção. Cada bordado tem significado. Porque quem faz à mão sabe: a perfeição não está nas máquinas — está na alma de quem insiste em fazer melhor.”
“Volto ao artesanato como quem regressa a casa, para criar, colorir e aproximar gerações através da arte. Criar é resistir. É transformar, é cuidar. É o coração deste projeto familiar que criámos com orgulho."
Anabela é criadora, artesã e herdeira de uma tradição familiar ligada ao têxtil e ao artesanato.
Cresceu entre fios, bordados e mulheres que faziam do fazer à mão um modo de vida.
Com formação e experiência na indústria têxtil, regressa às suas raízes para criar peças que cruzam técnicas tradicionais poveiras com uma linguagem contemporânea.
O seu trabalho é marcado pela curiosidade, pela inovação consciente e pela vontade de provar que o artesanato pode ser moderno, sustentável e relevante no presente.
“Trabalhar com este fio é um ato de consciência. Um material com alma: sustentável, forte e simples, desenvolvido para integrar o cânhamo na moda com responsabilidade, inovação e respeito pelo planeta.
Criar envolve tempo — muitas horas entre testar, contar, conjugar, pesquisar, desenhar, tricotar e bordar. Criar é resistir. É transformar. É cuidar. É resgatar técnicas como o tricot e o bordado poveiro e reinterpretá-las numa linguagem atual.”











